Mulher acusada de planejar falso assalto para matar marido é condenada em Timóteo
Após três dias de julgamento no fórum de Timóteo, Luith Silva Pires Martins foi condenada a 25 anos de prisão pelo assassinato do marido, o empresário Caio Campos Domingues. O veredicto foi proferido nesta sexta-feira (8) e apontou a ré como mandante do crime.
O outro acusado, João Victor Bruno Coura de Oliveira, identificado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) como executor, recebeu pena de 14 anos, sendo um ano por posse ilegal de arma e 13 anos por homicídio qualificado. A arma utilizada foi apreendida em sua residência no dia seguinte ao crime.
De acordo com a acusação, a motivação teria sido financeira. Luith, que possuía dívidas, pretendia se apropriar dos bens do marido e receber o valor do seguro de vida. Para isso, teria prometido R$ 10 mil a João Victor.
O promotor de Justiça Frederico Duarte Castro classificou a pena como adequada e destacou que as provas sustentaram a autoria. Já a defesa afirmou que irá analisar o processo para avaliar possibilidade de recurso.
O crime
O homicídio ocorreu em 4 de abril de 2023, na zona rural de Jaguaraçu. Segundo a denúncia, Caio foi surpreendido dentro da caminhonete da família, com o cinto de segurança afivelado, e atingido por vários disparos. A investigação apontou que Luith conduziu o veículo até o local onde João Victor aguardava escondido. Após os tiros, ela teria dado fuga ao executor e retornado para simular tentativa de socorro.
No registro inicial, a viúva alegou que o crime foi um assalto, afirmando que o atirador tentou roubar uma bicicleta e celulares. Contudo, imagens de segurança e contradições no depoimento levaram a polícia a reclassificar o caso como homicídio premeditado.
João Victor foi preso em flagrante horas após o crime e confessou a participação, afirmando que a execução havia sido encomendada. Luith também foi detida e disse à polícia que queria apenas “dar um susto” no marido devido a problemas no relacionamento.
